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Governador diz que pedirá a Temer reforço na segurança na fronteira

16 junho 2016 - 20h37

O governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB), afirmou que reforçará a necessidade da União investir na segurança na região de fronteira e para solucionar os conflitos agrários envolvendo índios e fazendeiros, durante reunião na próxima segunda-feira (20) com o presidente Michel Temer (PMDB). O encontro vai reunir governadores de todos os estados.

A informação foi dada pelo governador ao chegar no Centro de Convenções Arquiteto Rubens Gil de Camillo, no Parque dos Poderes, onde está sendo realizada a solenidade de assinatura de convênios para repasses de recursos do FIS (Fundo de Investimento Social). As liberações fazem parte das emendas ao orçamento, apresentadas pelos 24 deputados estaduais.

Sobre a situação na fronteira, Azambuja afirmou que na semana passada, quando esteve com o secretário estadual de Justiça e Segurança Pública, José Carlos Barbosa, com o ministro da Justiça, Alexandre Moraes, em Brasília, falou da necessidade da presença mais forte da União na fronteira, principalmente com maior investimento no efeito. E isso será reiterado ao presidente Temer na reunião de segunda-feira.

O comentário foi feito por causa da execução do policial civil Aquiles Chuiquin Júnior, em Paranhos (a 469 km da Capital) na noite de terça-feira (14) e do empresário Jorge Rafaat Toumanin em Pedro Juan Caballero, na fronteira com Ponta Porã, ontem à noite.

Ele afirmou que o Governo do Estado vem fazendo o seu papel dentro das possibilidades, tanto que a quantidade de drogas apreendidas neste ano é três vezes maior do registrado no mesmo período do ano passado. Reinaldo Azambuja destacou que “em qualquer parte do mundo o País cuida de suas fronteiras” e no Brasil não pode ser diferente.

Quanto a questão do conflito agrário entre índios e fazendeiros, ao se referir a situação em Caarapó, onde um índio morreu e outros ficaram feridos, Reinaldo Azambuja disse que vai defender junto ao presidente Michel Temer a proposta que ele já apresentou, de usar os recursos do pagamento da dívida do Estado com a União, para a compra de terras para resolver os conflitos agrários.

Pela proposta, os R$ 108 milhões que o Estado paga todos os meses à União, seriam depositados na conta do Fepati (Fundo Estadual de Terras Indígenas), criado em 2012 com a finalidade de arrecadar recursos para a compra de terras para a solução das questões agrárias. Essa sugestão já havia sido apresentada à presidente afastada Dilma Rousseff e ao então ministro da Justiça, José Eduardo Cardoso, mas não houve manifestação por parte do Governo Federal.

Em relação aos convênios resultantes das emendas parlamentares ao orçamento, o Governo do Estado informou que neste ano foi disponibilizado a cada deputado R$ 1,5 milhão para ser destinado a repasse a entidades filantrópicas e prefeituras dos 79 municípios do Estado. No total, são R$ 36 milhões a serem aplicados. O Centro de Convenções Arquiteto Rubens Gil de Camillo está lotado de políticos e representantes das entidades filantrópicas, que acompanham a cerimônia.

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