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Bola de Fogo: empresário da ‘máfia do cigarro’ tem pena reduzida em 5 anos

27 maio 2019 - 16h45Por MS News

O empresário Hyran Georges Delgado Garcete, apontado como chefe da máfia do cigarro, uma suposta quadrilha desmontada em 2006 pela Operação Bola de Fogo, teve a pena reduzida em cinco anos após opor embargos de declaração contra a decisão do juiz Bruno Cezar da Cunha Teixeira, da 3ª Vara da Justiça Federal de Campo Grande. A sentença reformulada pela Justiça Federal foi publicada no Diário Oficial desta segunda-feira (27).

A Operação foi deflagrada em 2006 para desmontar um enorme esquema familiar para contrabando de cigarro, falsificação do produto e distribuição do Paraguai para todo o território brasileiro.

Na decisão, Hyran segue condenado pela prática de lavagem de dinheiro e contrabando, tendo a pena por evasão de divisas extinta, com redução da pena a 15 anos e 19 dias de reclusão e 458 dias-multa, cerca de R$ 160 mil.

O réu teve a prisão em regime fechado convertida em pena restritiva de direitos. Também foram reformuladas as sentenças de Daniela Delgado Garcete, irmã de Hyran, e Alzira Garcete, mãe, para quatro anos de prisão e 13 dias-multa, convertida em prestação pecuniária de cinco salários mínimos e quatro anos de prestação de serviços comunitários.

Foi extinta a pena de Maria Shisukamukai Kanomata, sogra de Hyran, morta em 2014. Após 13 anos da operação, diversos crimes prescreveram e 18 dos réus, que integravam o núcleo 3 da ação, foram absolvidos.

O esquema era tão grande que a denúncia precisou ser dividida em três núcleos. Hyran pertence ao núcleo 2, cujos réus tiveram as sentenças reformuladas pela decisão publicada nesta segunda. Neste núcleo, eles eram os responsáveis por financiar, prover a logística de comercialização dos cigarros ilícitos e distribuir a carga no território nacional.

A Operação Bola de Fogo denunciou que entre 2004 a 2008, diversas pessoas teriam sido capitaneadas por Hyran Georges Delgado Garcete para participar de suposta organização criminosa que teria sido responsável pela introdução clandestina de cigarros contrabandeados do Paraguai no Brasil e também por lavagem de dinheiro por meio de ‘laranjas’.

Ao todo, a operação cumpriu 135 mandados de busca e apreensão e prendeu 116 pessoas em vários Estados. Foram encontradas 13 armas nas empresas e imóveis usados por Garcete à época e mais de R$ 400 milhões do grupo foram bloqueados pela Justiça.

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