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Após denúncia de brasileira, empresário boliviano é detido acusado por tráfico internacional de mulheres

16 setembro 2016 - 16h14

O empresário boliviano Marco Cámara, foi detido na quinta-feira, 15 de setembro, pela Polícia Boliviana, após denúncias de que ele, seria responsável pelo tráfico internacional de mulheres. O caso foi denunciado na semana passada, por uma brasileira, que não teve o nome revelado, onde ela afirmava ao Ministério Público, que teria sido levada para o país vizinho, com o objetivo de trabalhar como modelo, porém, ao chegar no destino, acabou sendo informada de que trabalharia em casas noturnas, como prostituta.

Ainda conforme a brasileira, ela estaria devendo uma quantia no valor de três mil dólares, que foram gastos durante a sua ida até a Bolívia, e caso não acertasse a divida, não poderia sair do país e teria que trabalhar dentro das boates.

Além dela, a própria filha do empresário também já havia apresentado denuncias contra Cámara, no início deste ano, onde dizia trabalhar forçada pelo pai, desde os 15 anos de idade.

Ela também revelou que durante todos esses anos, presenciou o sofrimento de meninas, tanto bolivianas, quanto estrangeiras, em sua maioria brasileira, após chegarem naquele país.

Seguindo as denuncias, as investigações apontaram de que realmente havia indícios do caso, que se tratava de tráfico internacional de mulheres, com uma organização criminal na boate, localizada na cidade de La Paz.  

Durante esclarecimentos, o empresário teve que ser levado ontem (15) para um hospital, já que havia desmaiado. Mas no início desta semana, disse a imprensa local, de que tudo se tratava de um golpe, já que sua filha estava em parceria com concorrentes, e resolveu levar a denuncia em diante, por conta de ele ter se negado em comprar um veículo luxuoso.

Polícia

No entanto, o fiscal geral do Estado, que apura o caso, Ramiro Guerrero, revelou que existem testemunhas, e que até mesmo a imigração do país, foi consultada.  “Tudo indica de que se trata de tráfico de pessoas e também da formação de uma organização criminal”, contou em entrevista ao jornal El Deber.

Além do empresário, o administrador da boate em La Paz, Gustavo Fernandez, também foi detido. Na oportunidade, a Prefeitura local, constatou também de que a licença de funcionamento do local, estava vencido há sete meses.  

Cuba

Além das brasileiras, conforme um ex-funcionário do empresário, Juan Carlos Córdova, disse à Polícia, que viajava à Cuba, onde comprava mulheres por até 100 dólares, e trazia todas elas até à Bolívia, com a mesma promessa, trabalhar como modelos. Mas durante depoimento, Cama, desmentiu as acusações, “como trabalhar com inimigos”, comentou. (Com informações El Deber).

 

Fonte: Leonardo Cabral (colaboração) 

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