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Idoso de 70 anos se torna piloto de paramotor para acompanhar filho e realizar sonho de infância

10 outubro 2019 - 09h30Por G1/MS

João Silva Pinto, de 70 anos, desde a infância sempre sonhou em voar, mas por conta da falta de oportunidade e também pelos custos financeiros em realizar o desejo, há dois anos, decidiu investir em um curso de paramotor e colocar em prática o que era somente um plano. Hoje, ele voa com o filho que foi um de seus professores e agora parceiros, os dois desbravam o céu de Três Lagoas, a 325 km de Campo Grande.

 

"É uma sensação de liberdade. Voar e ter uma visão privilegiada das alturas fez com que eu ficasse ainda mais próximo do meu filho", explicou ao G1.

 

Conforme o aposentado, que atualmente reside na cidade de Ilha Solteira (SP), a 67 km da cidade sul-mato grossense, onde praticam o esporte, toda oportunidade que têm, ele e o filho atravessam a ponte do rio Paraná para voar juntos: " Eu achava fantástico ver meu filho voando e comecei a analisar e ver que não era tão difícil de pilotar um paramotor. Investi em um curso e hoje somos parceiros das alturas", relembra.

Seo João conta que apesar de querer voar, saltar de paraquedas ou fazer esportes radicais que desafiem a altura, confessa que antes de assumir o controle de um paramator sentiu medo: "Quando via pela televisão aquele povo voando me dava uma sensação muito ruim, mas quando decidi investir nesse sonho, a gente se acostuma e embarca nessa emoção. Hoje, eu já voo sozinho", explica.

O filho do seu João, Cleber Pinto, de 41 anos, que além de piloto também é mergulhador profundo, disse que é um privilegio voar com o pai e que muitos admiram o companheirismo deles: "Meu pai sempre teve muita facilidade para aprender. Ele toca mais de 10 instrumentos e quando ele viu que não era tão difícil pilotar [paramotor], ele buscou se aprimorar para juntos voarmos", explicou ao G1.

 

"Não é porque é meu pai, mas sou fã dele. Essa atitude de querer aprender um esporte radical é um incentivo para muita gente. É uma forma de mostrar que é possível envelhecer com disposição e muita saúde", diz Cléber.

 

 
O aposentado sobrevoando em Três Lagoas (MS). — Foto: Cléber Pinto/Arquivo pessoalO aposentado sobrevoando em Três Lagoas (MS). — Foto: Cléber Pinto/Arquivo pessoal

O aposentado sobrevoando em Três Lagoas (MS). — Foto: Cléber Pinto/Arquivo pessoal

Seo João, que é pai de mais três mulheres, conta que o companheirismo com o filho também é sinônimo de segurança: "Desde que estou pilotando, nunca passei por um grande susto, mas isso é devido ao cuidado que meu filho tem comigo. Sempre trocamos informações se o momento está ideal ou não para voar. Se tiver com muito vento, nossa aventura fica em terra firme", finaliza.

 
Seo João de 70 anos sobrevoa próximo rio Paraná, em Três Lagoas (MS). — Foto: Cléber Pinto/Arquivo pessoalSeo João de 70 anos sobrevoa próximo rio Paraná, em Três Lagoas (MS). — Foto: Cléber Pinto/Arquivo pessoal

Seo João de 70 anos sobrevoa próximo rio Paraná, em Três Lagoas (MS). — Foto: Cléber Pinto/Arquivo pessoal

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