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Campanha nas redes sociais tenta localizar família de travesti

18 junho 2019 - 09h45Por Lado B

Natália viveu uma vida, ao que tudo indica sofrida. Travesti solteira, dependente química e portadora do HIV, os últimos anos foram difíceis embaixo de uma ponte, na Avenida Ernesto Geisel. Ontem (17), ela morreu após três meses internada no Hospital Reginal, em Campo Grande. Uma campanha nas redes sociais agora tenta localizar a família para que ela tenha uma despedida digna.

 

Para ajudar na localização de familiares, grupos divulgaram o nome de batismo. Natália foi registrada como Aldo Pereira de Souza e nasceu em Aquidauana, a 135 quilômetros de Campo Grande.

Natália viveu anos debaixo de uma ponte. Em 2016, uma reportagem do SBT exibiu a situação triste da travesti que precisava de ajudas para se locomover e necessitava de tratamento para o HIV.

De acordo com a reportagem, a travesti descobriu a doença em 2015 e passou anos sem tratamento por falta de documentos pessoais. Também tinha problemas nos rins e no estômago.

Os pais faleceram há quase 20 anos e há mais de uma década ela não tinha contato com os irmãos. Nos últimos anos chegou a pesar 30 quilos.

“Depois da reportagem, Natália foi para uma clínica de reabilitação. Depois ela saiu, encontramos uma família do Centro de Combate a Homofobia, ela ficou um tempo bem, mas voltou para as drogas e acabou debaixo da ponte”, conta Frank Rossatte, subsecretário de políticas públicas LGBT do Governo do Estado.

Natália estava internada há três meses. “Queremos encontrar a família para o translado de seu corpo e um sepultamento digno”.

Quem tiver qualquer informação, pode entrar em contato pelo telefone (67) 99151-6894.

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