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Mesmo com crise, Comandante da Marinha afirma que trabalhos na região de fronteira não foram afetados

30 junho 2016 - 18h37

O Comandante da Marinha, Almirante de Esquadra Eduardo Bacellar Leal Ferreira, está realizando uma visita em Ladário, onde está localizado o 6° Distrito Naval. O objetivo de sua vinda é conhecer as operações e também ações feitas pela Marinha do Brasil, na região de fronteira, sendo está, sua primeira vez nas cidades de Corumbá e Ladário.

De acordo com Almirante de Esquadra Eduardo Bacellar, a sua visita é de rotina, mas já de encontro, gostou do que viu e parabenizou o Distrito pelos trabalhos feitos.

“Uma visita que faço a todos os Distritos Navais, para ver como é que está a Marinha na área de Ladário. Pelo pouco tempo, e pelas apresentações do local, já posso dizer que mesmo com o período de crise que o Brasil enfrenta, as ações e projetos desenvolvidos na região não foram afetados, estamos fazendo mais com menos e ainda as ações cresceram nesses últimos anos. Isso representa o fortalecimento do laços em ações conjuntas, que também tem o apoio governamental, como os das Prefeituras”, falou o Almirante de Esquadra.

Na ocasião, ele também aproveitou para falar das ações Cívico-Sociais, que reforçam ainda mais os trabalhos da instituição. “Na região do pantanal, principalmente em Ladário, as nossas ações aumentaram, conforme apresentado pelo contra-almirante Petronio, que vem fazendo uma readequação de todos os gastos, driblando a crise econômica que afeta o nosso país. As ACISOS têm bastante aceitação e os resultados são grandes nessa área, já que mais uma vez, nos preocupamos em fazer também o social, além da segurança da nossa fronteira”, disse.

Crise econômica

Durante a entrevista coletiva, o Almirante de Esquadra Eduardo Ferreira revelou que a Marinha, não pretende realizar dispensas por conta dos cortes das verbas, que aconteceu no início do ano, se referindo à crise que atinge o país. Porém, disse que houve redução de gastos, mas que a região do 6° Distrito Naval não foi afetada, já que vem fazendo seus trabalhos normalmente.

“Quando digo em cortes, me refiro os da Esquadra, do Rio de Janeiro, onde temos mais gastos. Mas foi preciso um reordenamento para que as ações continuassem e não perdessem efetivo nem material ou qualquer outro prejuízo às forças armadas, principalmente em região de fronteira, onde os nossos trabalhos são redobrados, pela segurança e pelas ações com a população.

Ainda, o Comandante da Marinha Eduardo Bacellar revelou que por conta da crise, também não haverá o cancelamento de concursos feitos pela instituição, o que ocorrerá é a diminuição da captação, ou seja, número de vagas que serão reduzidos durante as contratações.

“Estamos diminuindo a captação, como o número de vagas em diversos concursos. Como por exemplo, antes a Escolas de Aprendizes de Marinheiro que recebia 400 inscrições, deverão receber em média apenas 311, já o Centro de Formações de Oficias, era 500 agora é cerca de 300.Ninguém vai ser cortado da Marinha, aqueles que forem pra reserva ou não renovarem o serviço, só não será substituído. Uma forma de economia”, explicou Bacellar.

Hidrovia

No ano passado, a Marinha do Brasil promoveu o Fórum Rumos da Hidrovia: ações para o desenvolvimento sustentável do transporte no Rio Paraguai. O evento reuniu autoridades de todas as partes do país e também internacionais

Questionado sobre o assunto, o Almirante de Esquadra Eduardo Bacellar Leal Ferreira, afirmou que a hidrovia tem um potencial econômico gigantesco, principalmente para esta localidade.

“Estamos buscando o apoio de agências e empresas para desenvolver os trabalhos da hidrovia, pois vejo que o Brasil é afastado do resto do mundo. Nós somos grandes produtores, principalmente na área de minério, e para gerar competitividade é preciso de uma logística muito eficiente, o que já está sendo feito pela Marinha”, garantiu ele.

Fuzileiros Navais

Na Apa Baia Negra, conhecida como Codrasa em Ladário, a Marinha do Brasil adquiriu um terreno, onde será construído o Grupamento de Fuzileiros Navais. Porém, devido aos cortes orçamentários, ainda não existe uma data para que os trabalhos comecem.

“Temos que resolver algumas pendencias legais que existem no terreno. Dentro das prioridades da Marinha, o principal é ter o Grupamento e isso nós temos aqui. Ele está operando com competência, no Pantanal, o que pra mim é especial. Porém a mudança vai nos dar mais capacidade de operação. Como já temos o grupamento aqui, isso aí tem que entrar na lista de prioridades. Tão logo temos uma folguinha daremos o início nesse projeto também, como em outros previstos”, finalizou o Almirante. 

Além disso, ele lembrou da visita do  Ministro da Defesa Raul Jungmann, se referindo a Operação Ágata 11, deflagrada nas regiões de Fronteira do Brasil. “ele ficou bastante satisfeito com que viu, o que para nós é uma grande satisfação, pois estamos cumprindo o nosso papel que é a segurança da nossa pátria”, alegou.

“Já em relação à Operação Ágata, apesar de pouco tempo, ela nos ensina a trabalhar em conjunto e conhecer as Forças Armadas e demais agências que estão incumbidas nela. Na hora em que as coisas complicam, isso fará a diferença”, finalizou o Comandante Leal Ferreira.

 

Fonte: Leonardo Cabral- (colaboração) 

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