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Avó não acredita e ameaça matar adolescente que denunciou 7 anos de estupro

06 junho 2016 - 23h01

Depois de sete anos de abusos constantes por parte dos tios, uma adolescente, de 15 anos resolveu procurar ajuda na última sexta-feira (4) no Conselho Tutelar, de Campo Grande. A adolescente teria pedido ajuda para avó, que não acreditou na história e ainda teria dito que se aconteceu foi por que a jovem quis.

Uma amiga próxima a família, que não quis se identificar, contou ao Jornal Midiamax, que os abusos começaram na infância, quando a adolescente tinha 8 anos. Segundo relatos, a mãe teria entregado a jovem ao pai logo que ela nasceu não tendo mais contato com a filha.

O pai da menina por sua vez entregou a criança para a avó, com quem foi criada. A história de abusos, agressões e torturas psicológicas terminaram no dia 4 de junho quando a menina procurou o Conselho Tutelar. Os primeiros abusos aconteceram na infância por um tio que já morreu.

“Depois que este tio morreu, outro tio que é paraguaio começou a estuprar a menina”. Fala a mulher. Ainda de acordo com a amiga da família a adolescente teria dito que já havia contado sobre os abusos para várias pessoas da família, mas que ninguém a teria ajudado, e apenas a avó ainda não sabia do caso.

“Ela sempre foi agredida pela avó e pelo pai, que hoje mora em Rio Verde. Como ela se parece muito com a mãe, eles descontavam toda raiva na menina”, diz. Quando a bisavó morreu há três meses, o tio veio para a Capital e foi quando a adolescente foi estuprada novamente.

Ainda segundo relatos, desta vez com raiva dos abusos a jovem teria de posse de uma tesoura picado o dinheiro do tio, o que resultou em novas agressões. Foi neste dia que a adolescente resolveu contar para a avó o que acontecia.

Em reposta, a menina ouviu que se aconteceu foi por que ela quis e que não acreditava na história contada por ela. Ainda de acordo com informações, a avó da menina teria descoberto que ela estava namorando, foi quando a adolescente foi agredida com cabo de vassoura nas costas, além de agressões no rosto. 

“Depois disso ela veio me procurar e no último dia 2 de junho disse para ela procurar a polícia, mas ela estava com muito medo de que a polícia achasse que a culpa era dela e que a levassem de volta para a casa da avó”. Explica. Já na última sexta-feira (4), a adolescente procurou o Conselho Tutelar de Campo Grande e desde então encontra-se em um abrigo longe do convívio familiar.

Ainda de acordo com a mulher, a avó da menina teria dito que se ela estivesse em casa a teria matado por denunciar a família. O caso agora deve ser investigado pela Depca (Delegacia de Proteção a Criança e ao Adolescente). 

Via: Midia Max

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