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Sem amparo legal, atitude de deputada em hospital confirma “carteirada”

06 junho 2016 - 22h44

A deputada estadual Grazielle Machado (PR) não poderia ter estacionado seu carro na vaga destinada a ambulância na Santa Casa de Campo Grande, utilizando-se, para isso, do argumento de que é parlamentar. Isto porque não há qualquer previsão, tanto da própria instituição de saúde quanto no regimento interno da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, que permita ao deputado parar o carro em vagas reservadas.

No domingo (5), Grazielle e o marido levaram o filho de um ano para atendimento no pronto socorro da Santa Casa e estacionaram o veículo na vaga onde a ambulância deixa pacientes que estão em estado grave. Segundo o presidente da Assembleia Legislativa, Junior Mochi (PMDB), não existe previsão no regimento interno da casa de leis que autoriza deputado a estacionar em determinados locais. Mas, ponderou, há instituições que permitem parar os veículos em locais disponibilizados para autoridades, o que não é o caso.

A própria deputada contou que estacionou o carro na vaga e, quando o funcionário do hospital pediu que o veículo fosse retirado, ela disse, “em voz baixa”, que o carro era oficial, em virtude de seu mandato legislativo. O casal não atendeu à solicitação, somente retirou o automóvel quando o marido da deputada foi até a delegacia registrar boletim de ocorrência contra os funcionários, que, segundo ele, teriam lhe agredido. Os trabalhadores, no entanto, afirmam que eles é que sofreram agressões e também procuraram a polícia.

Por sua vez, a Santa Casa afirmou que a vaga é destinada exclusivamente para veículos do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e Corpo de Bombeiros com pacientes em estado gravíssimo, que vão diretamente para ala vermelha da instituição. Em resposta, a assessoria de comunicação disse que em hipótese alguma outro carro, independente de ser oficial ou não, pode parar no espaço.

Confusão – A deputada postou na tarde de ontem um vídeo, em sua rede social, anunciando que iria mostrar o atendimento e denunciando que o marido, o publicitário Herlon Zaparoli, havia sido agredido por funcionários do hospital. O problema, que começou no estacionamento, continuou quando o marido tentou entrar com a esposa, o filho e a babá, na sala de triagem, no entanto, como o limite de acompanhantes havia excedido, ele foi impedido de entrar. 

Herlon disse que tentou entrar para entregar a certidão de nascimento do filho quando os funcionários o empurraram e deram uma ‘gravata’ nele.

De acordo a instituição, o filho do casal sofreu efeito colateral por um medicamento, tomou antídoto, soro e, em seguida, teve alta.

Via: Campo Grande News

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