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De imóveis a conta bancária, todos os bens de Puccinelli estão bloqueados

20 julho 2016 - 16h04

Imóveis, veículos e valores depositados em contas bancárias, tudo que pertence ao ex-governador André Puccinelli (PMDB) está bloqueado pela Justiça Federal. Hoje a defesa dele teve acesso aos detalhes da decisão do processo que corre na 3ª Vara da Justiça Federal e estuda quais medidas serão tomadas.

Responsável pela defesa de Puccinelli, o advogado René Siufi disse ao Portal Correio do Estado que a ação é sigilosa e por isso nenhum detalhe pode ser repassado à imprensa, no entanto, o defensor confirmou que tudo que está em nome do ex-governador foi bloqueado.

O bloqueio é consequência de investigação da Polícia Federal que apura envolvimento de André em lavagem de dinheiro. A suspeita é que seja a mesma investigação que culminou na Operação Lama Asfáltica e em outras fases, entre elas a Fazendas de Lama, em maio passado, quando o ex-governador prestou depoimento à polícia.

A reportagem apurou que Puccinelli não está em Campo Grande, ele viajou na manhã de hoje para São Paulo.

INVESTIGAÇÃO

A segunda fase da Operação Lama Asfáltica, desencadeada no dia 9 de maio, cumpriu 15 mandados de prisão temporária, 28 de busca e apreensão e 24 de sequestros de bens de pessoas investigadas em Campo Grande e Rio Negro, e ainda, nos estados do Paraná e São Paulo.

A ação policial contou com 201 policiais federais, 25 da Controladoria Geral da União e 44 da Receita Federal. Além de Mato Grosso do Sul, outros alvos da operação são as cidades Curitiba e Maringá (PR) e Presidente Prudente e Tanabi (SP).  

Na primeira a fase da Operação Lama Asfáltica, cujas investigações se iniciaram em 2013, foi constatada a existência de grupo que, por meio de empresas em nome próprio e de terceiros, superfaturam obras contratadas com a administração pública, mediante a prática de corrupção de servidores públicos e fraudes a licitações, ocasionando desvios de recursos públicos.

A organização criminosa atua no ramo de pavimentação de rodovias, construções e prestações de serviços nas áreas de informática e gráfica. Os contratos sob investigação envolvem mais de R$ 2 bilhões.

 

Fonte: Correio do Estado 

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