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Bolsonaro fala de gays, estupro e que Brasil precisa de projetos, não mitos

10 junho 2016 - 12h09

Considerado mito por uns e lunático por outros, o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) diz que sua fama negativa é consequência de declarações que acabam distorcidas por quem não entende o que ele fala. Em coletiva na tarde desta quinta-feira (9) no Grand Park Hotel, em Campo Grande, o parlamentar defendeu os homossexuais, disse que no Brasil não existe cultura do estupro e se mostrou preocupado com os conflitos agrários envolvendo produtores e índios em Mato Grosso do Sul.

Quando questionado sobre sua postura em relação aos homossexuais, Bolsonaro explicou não ser homofóbico e que esse estigma foi colocado nele quando tiveram início as discussões sobre a aprovação do kit gay no Congresso. “Fui veementemente contra a aprovação, pois entendo que não cabe ao Estado doutrinar uma criança de seis anos, por exemplo, a ter relacionamentos homossexuais. Entendo que o kit gay incentivava essa questão. No entanto, não podemos impedir que um homem seja feliz com outro homem”.

Sobre o kit gay, para quem não sabe, é como ficou conhecido um material elaborado pelo FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação) que seria distribuído às instituições de todo o país. Polêmica impediu sua circulação, já que em 2011, quando estava pronto para ser impresso, setores conservadores da sociedade e do Congresso Nacional iniciaram uma campanha contra o projeto, intitulado por eles de “kit gay”, que, como opinaram, “estimulava o homossexualismo e a promiscuidade”.

Diante da polêmica ocorrida no impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff, quando o deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ) cuspiu em seu rosto, Bolsonaro afirmou não entender o posicionamento radical de Jean naquele dia. Segundo Wyllys, Jair teria agarrado seu braço e o insultado.

Ainda em relação a questões envolvendo os gays, Bolsonaro informou que “a maioria deles está comigo”, referindo-se à matéria da BBC intitulada “O que pensam os gays que apoiam Bolsonaro e rechaçam Jean Wyllys”, que faz um parâmetro entre os dois lados. “Minha briga não é pessoal, até porque não é da minha conta o que a pessoa deixa ou não de fazer na sua vida”, observou o deputado federal.

Emendou dizendo que, como apoia a derrubada do estatuto do desarmamento, a maioria dos gays aprova sua conduta, já que, segundo ele, defende o armamento.

Cultura do estupro – Em relação à cultura do estupro, que segundo a ONU Mulheres é o termo usado para abordar as maneiras em que a sociedade culpa as vítimas de assédio sexual e normaliza o comportamento sexual violento dos homens, Jair Bolsonaro enfatizou que no Brasil não existe essa cultura. “Seu pai ensinou você a estuprar alguém? Se fosse cultura seria mais um motivo para acabar com a Lei Rouanet”, esclareceu.

Sobre assuntos ligados a Mato Grosso do Sul, o deputado federal disse que o Estado precisa de mais investimentos por parte do governo federal nas questões relacionadas à segurança na fronteira. “É preciso a melhor utilização do exército na defesa das fronteiras, como é o caso de Mato Grosso do Sul, que faz divisa com Paraguai e Bolívia. A União tem prejudicado o exército tanto pela falta de incentivos quanto pela desvalorização”.

Os conflitos agrários entre produtores e índios permearam a entrevista coletiva. Bolsonaro ressaltou ser preciso tratar a questão com seriedade para que seja evitado atrito entre fazendeiros e indígenas.

A respeito da ventilação de sua pré-candidatura à presidência da república nas próximas eleições, Bolsonaro foi enfático. “Ela é fruto da insatisfação de vários setores. A população quer pessoas diferentes, que apresentem propostas diferentes para o Brasil”.

Não é o que acontece com os investigados na operação Lava Jato, em sua visão. “Espero que o Supremo comece a trabalhar nessas questões para que haja punição”, declarou.

Mito – “Bolsomito”, como Bolsonaro é chamado por muitos admiradores, não foi claro quando questionado sobre achar se o Brasil precisa de mitos ou projetos. “Acredito que não existe um salvador da pátria, existem projetos e planos para sairmos de uma estaca negativa”.

Ele ainda refutou a possibilidade de possíveis alianças do PSC com partidos de esquerda como PT e PSOL e a respeito de projetos sociais como Bolsa Família, falou que no caso do Brasil, 1/3 da população conta com o benefício e há discordância na distribuição. “Caso seja eleito, o Bolsa Família será revisto, pois da forma como é oferecido é semelhante a uma doutrinação social”.

Nesta sexta-feira (10), às 9h, Bolsonaro participa do lançamento da pré-candidatura do deputado estadual Coronel David (PSC) à prefeitura de Campo Grande, no Golden Class.

 

 

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