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Vereador preso por agiotagem é transferido para presídio em MS

25 janeiro 2017 - 19h02

O vereador Eurípedes Zaurizio de Jesus (PTB), preso preventivamente na terça-feira (24) em Ladário, a 410 quilômetros de Campo Grande, por agiotagem, e o comparsa dele, preso por suspeita de envolvimento no mesmo esquema, foram transferidos da carceragem da Polícia Federal para a o presídio de segurança média de Corumbá (MS) nesta quarta-feira (25).

Procurado pela TV Morena, o advogado Alberto Sidnei de Melo, que defende o parlamentar, informou que não vai se pronunciar no momento sobre o caso. 

O presidente da Câmara Municipal de Ladário disse que a Casa de Leis vai aguardar o andamento das investigações e uma decisão da Justiça para se pronunciar a respeito da prisão do colega.

Duas mulheres prestaram depoimento para a polícia a respeito do suposto esquema de agiotagem. Logo em seguida foram liberadas.

Agiotagem
Segundo a polícia, Eurípedes praticava o crime de agiotagem há pelo menos três anos. Como garantia de pagamento dos empréstimos, retinha os cartões do Bolsa Família de algumas das vítimas. Parte do dinheiro foi usada para comprar votos de eleitores no ano passado.

Eurípedes foi eleito com 365 votos, e de acordo com as investigações, pagou de R$ 100 a R$ 200 por cada voto comprado. O parlamentar foi preso na casa dele e chegou à delegacia da Polícia Federal de Corumbá em uma viatura, sem dar declarações.

Um comparsa, que também está preso, era responsável pelos saques. Duas mulheres foram ouvidas pela polícia e depois liberadas. Uma delas foi indiciada por corrupção eleitoral ativa e agiotagem.

Investigação
As investigações sobre o vereador começaram há três meses após denúncias. Neste período, foram feitas buscas na casa do suspeito, na época candidato.

As investigações indicam que o vereador teria comprado votos com valores entre R$ 100 e R$ 200 e perdoadas algumas dívidas em troca de votos. Ainda segundo a polícia, eram exploradas, principalmente, pessoas de baixa renda, em clara situação de vulnerabilidade econômica e social.

Muitas das vítimas são beneficiárias do programa Bolsa Família. As senhas delas e os cartões de saque eram retidos para pagar os empréstimos, com juros de aproximadamente 30% ao mês. Além de fraudar o benefício para a compra de votos, o candidato também teria sonegado e inserido informações falsas na prestação de contas de campanha. (G1 MS)

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