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Trotes acabam prejudicando o serviço do Corpo de Bombeiros na região do Pantanal

20 julho 2016 - 03h57

 O 3º Grupamento do Corpo de Bombeiros de Corumbá, enfrenta diariamente um grande problema que pode custar a vida de uma pessoa. As ligações falsas avisando sobre tipos de ocorrências, conhecidas como os famosos trotes, acabam prejudicando o serviço prestado pelos militares na região do Pantanal, já que a corporação é responsável pelos atendimentos nas cidades de Corumbá e Ladário.

Os trotes, que acontecem frequentemente, e, muitas vezes são identificados pelos bombeiros que trabalham na sala de operações, além de congestionar as linhas impedindo que outras pessoas acionem o grupamento para uma verdadeira ocorrência, acabam por aumentar o tempo de resposta da corporação em outros atendimentos.

Na noite desta terça-feira, 19 de julho, por volta das 20h30, a central de operações do Corpo de Bombeiros, recebeu uma ligação informando sobre um possível incêndio, no prédio Cine Anache, localizado na rua Delamare, Centro de Corumbá.

Porém, ao se deslocarem para o local, ficou constatado que era mais um trote passado para a Central de Informações.

“Geralmente recebemos os trotes de crianças, onde facilmente conseguimos identificar que se trata de uma ligação falsa. Como se tratava da voz de um adulto, com duas ligações seguidas falando sobre o ocorrido e que havia fumaça saindo do terceiro andar do prédio, nos deslocamos imediatamente para o endereço, com três viaturas, sendo uma unidade de resgate e dois caminhões de combate a incêndio. Porém, ao chegarmos, acabamos constatando que se tratava de um trote”, informou ao Corumbá Agora, o primeiro tenente do 3º Grupamento do Corpo de Bombeiros Victor Shiroma.

Ele ainda disse que para esta falsa ocorrência até mesmo a Guarda Municipal foi acionada, por conta de o prédio ser abandonado e esta instituição estar com as chaves que dão acesso ao interior do edifício. “Quando eles chegaram e abriram as portas, identificamos que não havia sinal de arrombamento ou qualquer foco de incêndio”, falou.

Trotes

Diariamente em média, o Corpo de Bombeiros recebe 20 ligações, onde 10 são ocorrências verdadeiras e 10 são consideradas trotes, onde crianças em sua maioria são responsáveis em ocupar a linha da Central, com ofensas ou até mesmo informando sobre algo que não é verídico ou apenas fazem barulhos do outro lado da linha sem dizer nada.

“Esse tipo de ligação acaba por atrapalhar o trabalho da nossa corporação, colocando em risco a vida de alguma pessoa que necessite com urgência dos nossos atendimentos”, disse Shiroma.

“O nosso Quartel fica localizado entre Corumbá e Ladário, foi instalado de maneira estratégica. Caso no momento desse falso incêndio, como exemplo que tivemos nesta noite, entrasse uma ocorrência de acidente de trânsito, o nosso tempo resposta até chegar à vítima, praticamente iria dobrar, onde um atendimento que em média dura cinco minutos de deslocamento, se daria de 10 a 15 minutos para que chegássemos até a pessoa”, explicou o Victor Shiroma.

Quando o Corpo de Bombeiros é acionado para atender uma ocorrência relacionada sobre incêndio estrutural-urbano (residência, comércio, prédio), a procedência é deslocar de imediato as viaturas disponíveis.

Trote é crime

De acordo com o Código Penal Brasileiro, Art. 266, decreto Lei nº 2.848 de 07 de Dezembro de 1940: Interromper ou perturbar serviço telegráfico, radiotelegráfico ou telefônico, impedir ou dificultar-lhe o restabelecimento gera pena - detenção, de um a três anos, e multa.

Aplicam-se as penas em dobro, se o crime é cometido por ocasião de calamidade pública.

 

Fonte: Leonardo Cabral 

 

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