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Três brasileiros podem estar envolvidos em assalto a uma joalheira na Bolívia, diz ministro boliviano

27 outubro 2016 - 19h36

Para Ministro de Estado do Governo da Bolívia, Carlos Romero, imigrantes ilegais, entre eles brasileiros, estão sendo procurados por cometerem crimes na cidade de Santa Cruz de La Sierra. As acusações partiram logo após um assalto em uma joalheria, localizada na Avenida Euipetrol, uma das mais movimentadas, que abriga grandes centros comerciais daquela cidade.  

O assalto, que aconteceu nesta quarta-feira (26), por volta das 18h, teve a participação de quatro pessoas. Três deles podem ser brasileiros que estariam vivendo no país ilegalmente.

De acordo com o ministro, em entrevista ao jornal El Deber, tudo leva a crer, que exista a participação deles.

“A maioria dos roubos e ataques, se concentra em áreas comerciais e de transações financeiras, onde existem negócios vulneráveis, e em sua maioria são causados por cidadãos estrangeiros, sendo eles brasileiros e colombianos, que ingressam de forma ilegal em território nacional e também por terem problemas judiciais com o país de origem”, disse o ministro.

Ainda conforme ele, no Brasil, existem organizações criminosas, e a Bolívia fica vulnerável com a entrada dessas pessoas de forma irregular, “não podemos fazer nada sozinhos, se não há um controle do país vizinho. Por isso, temos realizado reuniões com os Estados, que fazem fronteira com a Bolívia, para estabelecer um mecanismo de intercâmbio de informações corretas sobre esses estrangeiros ilegais”, explicou o ministro.  

O ministro ressaltou ainda, que nos últimos meses, a Bolívia vem recebendo muitos estrangeiros. “Dessas pessoas, em sua maioria são brasileiros e colombianos, mas tivemos que reduzir a entrada de colombianos. Agora o problema será com os brasileiros que estão ingressando em nosso país. Temos que tomar cautelas, por meio de mecanismo. De todos os modos, na Bolívia, a situação está longe dos problemas que são enfrentados por outros países também, como o próprio Brasil, que recebe bolivianos que entram de forma irregular”, mencionou se referindo a pessoas que estão irregulares em território boliviano.  

Sem mais, o ministro ainda admitiu que faltam câmeras de vigilância, infraestrutura policial, carros de patrulhas e mais efetivos em diferentes cidades, como Santa Cruz e as que fazem fronteira, por onde os estrangeiros chegam à Bolívia.

O assalto

As investigações apontaram que antes de entrar na joalheria, os assaltantes roubaram, por volta das 16h30, um taxi. O veículo foi usado para dar cobertura a ação dos bandidos. O registro de roubo foi feito pelo taxista, que esteve em uma das delegacias da cidade, para registrar o boletim de ocorrência.

Logo em seguida, a quadrilha se deslocou até a loja, com outro veículo, sendo que o táxi roubado dava cobertura para a fuga deles.

Ao entrar na joalheria, eles abordaram violentamente as funcionárias, levando assim, uma grande quantidade de joias. Ao saírem, entraram no táxi e fugiram.

Diante da ação, ao serem avisados, a polícia boliviana começou as buscas pelos bandidos, porém, acabaram encontrando horas depois, o táxi, que estava abandonado nas imediações do 4° anillo.

Região de fronteira

As primeiras informações sobre o roubo dão conta que, um dos assaltantes estava vestido com um uniforme camuflado. Já o outro portava um arma, com suspeita de ser um fuzil M-16, conforme as imagens internas liberadas pela joalheira.  

O diretor da Força de Luta contra o Crime (Felcc), também assinalou a participação de cidadãos brasileiros, que estão ilegalmente na Bolívia, durante o assalto. Ele também mencionou que os trabalhos de investigações devem continuar em Santa Cruz e nas cidades que fazem fronteira com a Bolívia, como Corumbá.

“Estamos temendo que os assaltantes, caso se conforme e sejam brasileiros, possam retornar para o país vizinho. Estamos intensificando ainda mais o controle nessas regiões”, informou.

 

Fonte: Leonardo Cabral 

 

 

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