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Projeção nacional de políticos locais abre “oportunidades” para MS

11 outubro 2019 - 11h15Por Campo Grande News

Se as perspectivas abertas para a política de uma unidade da federação estivesse vinculada exclusivamente à sua representatividade em Brasília, Mato Grosso do Sul não teria motivos para reclamar. Desde o início de 2019, o Estado emplacou alguns nomes em cargos-chave da administração federal e também do Congresso: são dois ministros e congressistas à frente de comissões permanentes que, neste momento, têm peso para guiar ações de interesse nacional.

 

O bom momento é reconhecido pelos próprios ocupantes dos cargos, que alegam ver no período chances de uma “guinada” do Estado. Desde que, é claro, os gestores locais também façam a sua parte para agarrarem às oportunidades que batem à porta.

Ao lado do presidente Jair Bolsonaro (PSL), Mato Grosso do Sul posicionou dois ministros que estão entre os mais bem valiados pela classe política, conforme sites especializados: Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) e Luiz Henrique Mandetta (Saúde). No Congresso, comissões do Senado como as de Constituição e Justiça, Relações Exteriores e de Agricultura também são lideradas por sul-mato-grossenses.

Mandetta lembrou que, há 42 anos, “sempre havia apontamentos de que a classe política local não tinha representatividade nacional. Houve quem disse que, como Mato Grosso tinha um tempo político muito maior, de mais de 200 anos, a escola política teria sido mais atenta aos interesses deles, e não de Mato Grosso do Sul”. Agora, porém, ele afirma que “a classe política sul-mato-grossense está sendo extremamente prestigiada, na indicação da ministra Tereza Cristina e da minha, mostrando que nossa luta e experiências de gestão no Estado e na Capital foram, de alguma maneira, reconhecidas”.

O ministro da Saúde destaca que o preenchimento dos espaços não se dá por questões políticas. “O mais importante foi o presidente Jair Bolsonaro não ter feito a escolha politicamente, e sim ter montado seu ministério por aspectos técnicos, sem seguir o velho sistema de composição político-partidária”. No posto, Mandetta admite que o Estado larga com alguma vantagem na busca de investimentos porque os ministros já conhecem a realidade que lhes é levada com os pedidos de investimento.

 
Tereza Cristina, escolha do Estado para o staff presidencial. (Foto: Agência Brasil/Arquivo)Tereza Cristina, escolha do Estado para o staff presidencial. (Foto: Agência Brasil/Arquivo)

“Isso tem o ônus e o bônus. O ganho é que conhecemos as necessidades do Estado e somos muito sensíveis. Não precisa explicar se onde é. Conheço toda a rede de saúde de Mato Grosso do Sul e Campo Grande e sei da importância dos pólos regionais”, afirmou. O lado difícil, porém, está no fato de que a alocação de recursos depende da apresentação de bons projetos pelos gestores locais. “E, nisso, Mato Grosso do Sul tem feito o seu dever de casa, trabalhando de forma correta para o Ministério ter um olhar qualificado para o Estado”.

No Congresso, Simone Tebet (MDB) foi o centro de articulações que poderiam a conduzir à presidência do Senado –repetindo o pai, Ramez–, porém, em torno de um consenso em movimento para barrar Renan Calheiros (MDB-AL), recuou. Contudo, acabou alçada à presidência da poderosa CCJR (Comissão de Constituição, Justiça e Redação), responsável por dar aval para a tramitação de todos os projetos que chegam à Casa. Antes de falar de si, porém, Simone avalia o cenário macro, apontando o “bom momento” do Estado graças aos dois ministros e suas equipes.

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