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Na véspera do último feriadão antes da Piracema, setor comemora aumento das vendas

10 outubro 2019 - 15h45Por Da Redação

Faltam menos de 30 dias para encerrar a temporada de pesca nos rios de Mato Grosso do Sul e com isso as lojas especializadas riem à toa. Basicamente, a véspera do último feriadão antes da Piracema levou clientes às lojas em busca da última boa pescaria do ano.

Gustavo está há 4 anos no ramo e crê e crescimento ainda maior da pesca esportiva em MS nos próximos anos | Foto: Marcos Ermínio | Midiamax

No ramo há 4 anos, o empresário Gustavo Paiva, da loja Pantanal Pesca, passou a manhã desta quinta-feira (10) recepcionando clientes. “Outubro é o mês de ouro de quem trabalha no nosso ramo. Aqui o cliente vem para comprar assessórios, mas de brinde ele também leva dicas, recomendações e tudo mais que a gente puder fazer para incentivar a pesca esportiva no Estado”, brinca o empresário.

Gustavo atendeu a reportagem enquantoa tendia clientes. Segundo ele, a procura neste mês praticamente dobra. E é, também, reflexo da nova política adotada em MS para preservação dos cardumes.

“A pesca esportiva é um ramo muito rentável. Para você ter uma idea, muitos amadores da pesca iam para Argentina para capturar o Dourado, que é uma espécie muito visada. Mas, acredito que com o pesque-e-solte, em três anos mato Grosso do Sul seja um polo se não nacional, mas na América Latina para a pesca esportiva”, aponta.

Iscas artificiais são campeãs de procura | Foto: Marcos Ermínio | MidiamaxOs produtos mais procurados nesses dias foram as iscas artificiais, que se tornam mais atraentes quando os cardumes crescem e os rios ficam mais limpos e com nível mais baixo. Mas, roupas específicas para pesca, com fator de proteção UVA e UVB, além de caiaques, também têm crescido na procura dos cliente.

O empresário Luciano Munarini, de 29 anos, é um dos que tirou um tempinho na quinta-feira para incrementar o kit de pesca, em busca de iscas artificiais. Ele planeja uma viagem ao Rio Dourados, na região de Fátima do Sul (237 km de Campo Grande) no fim de semana após o feriadão. “É um hábito que tenho desde pequeno. Saio para pescar pelo menos uma vez a cada 45 dias, a gente gasta cerca de mil reais numa viagem dessas”, relata.

A média de gasto diário com pesca esportiva varia de R$ 100 a R$ 400, dependendo dos recursos empregados. A circulação desse dinheiro é a aposta do trade turístico para movimentar a máquina econômica em Mato Grosso do Sul. Mas, para funcionar, era necessário garantir que a principal atração – os peixes – estivessem nos rios do Estado.

Procura por itens de pesca na véspera do último feriadão pré-piracema fez empresários do segmento rirem a toa | Foto: Marcos Ermínio | Midiamax

Em janeiro deste ano, o governador Reinaldo Azambuja (PSDB), anunciou uma nova política neste âmbito, o Cota Zero, que deve estimular mais ainda a pesca esportiva, além de recuperar o estoque pesqueiro. Na prática, a partir do primeiro dia de 2020, a nova legislação ambiental determinará cota zero para as principais espécies – até o fim do ano, pescadores podem capturar até 5 kg de pesca e mais um exemplar.

Antônio Ferreira Neto, da Água Mato, aponta outubro como o mês mais rentável para a venda de acessórios de pesca | Foto: Marcos Ermínio | Midiamax

A medida é comemorada pelo segmento e reflete-se não só no turismo, mas também no comércio de equipamentos. Na loja Água do Mato, uma das mais tradicionais de Campo Grande, há 40 anos no mercado, o cenário é de comemoração.

“Somente em outubro, que é o principal mês da pesca, nós tivemos um aumento de pelo menos 30% na venda dos acessórios de pesca. o movimento deve ser maior, ainda, até o fim do dia, por causa do feriadão. Mas, a gente acredita que com o cota zero o movimento continue alto o ano inteiro, menos, é claro, em novembro, que é a piracema. A pesca esportiva em MS só vai crescer”, conclui o gerente da loja, Antonio Ferreira Neto.

Cuidados

Entre os dias 11 a 13, a PMA (Polícia Militar Ambiental) aguarda movimentação acima do nomal nos rios. A parti disso, foi iniciada no último dia 1º a Operação Pré-Piracema, envolvendo 360 policiais em todo o Estado, com objetivo é intensificar a fiscalização, prevenindo e reprimindo a pesca predatória.

Para não estragar a pescaria, é preciso providenciar a Licença Ambiental para Pesca Amadora ou Desportiva. Todo procedimento é eletrônico, basta acessar o site, preencher um formulário, recolher a taxa correspondente na rede bancária e aguardar a liberação da Licença que geralmente sai em uma hora. A impressão é feita através do mesmo site.

Após isso, o pescador previsa se inteirar da legislação de pesca de Mato Grosso do Sul. Um passo a passo foi preparado pela equipe da Unidade de Recursos Pesqueiros do Imasul e pode ser acessado AQUI.

Foto: Saul Schramm | Governo do Estado de MS | Divulgação

Os petrechos proibidos tanto para pescador amador ou profissional é um dos itens mais importantes e que podem colocar a pescaria a perder. São eles: cercado, pari, ou qualquer outro aparelho fixo, do tipo elétrico, sonoro, luminoso; aparelhos de respiração e de iluminação artificial na pesca subaquática; fisga, gancho ou garateia pelo processo de lambada ou de chasco; arpão, flecha, espinhel e tarrafa; substâncias tóxicas, químicas ou explosivas; qualquer petrecho de emalhar, ressalvado o uso da tarrafa de isca do pescador profissional.

Foto: Saul Schramm | Governo do Estado de MS | Divulgação

Também é importante saber em quais rios a pesca é autorizada. É totalmente vedada a pesca nos rios Salobra (Miranda e Bodoquena), Córrego Azul (Bodoquena), Rio da Prata (Bonito e Jardim), Rio Formoso (Bonito), Rio Nioaque (Nioaque e Anastácio) e nos rios localizados na Zona de Amortecimento do Parque Estadual das Várzeas do Rio Ivinhema.

A pesca é permitida apenas a modalidade pesque e solte nos rios Perdido (Bonito, Jardim, Caracol e Porto Murtinho), Abobral (Aquidauana e Corumbá), Vermelho (Corumbá) e Rio Negro, no trecho que vai da desembocadura do córrego Lajeado, em Rio Negro, até a Fazenda Fazendinha, em Aquidauana.

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