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“Polenta”, a cadelinha que ficou paraplégica após ser atropelada e encontrou em estudantes de Direito uma nova chance de vida

02 agosto 2016 - 16h05

Nos últimos dias, a equipe de reportagem do Corumbá Agora, relatou uma noticia que deixou os corumbaenses e ladarenses revoltados. Foi à morte de dez cachorros no bairro Guató, parte alta da cidade. O motivo do crime, provavelmente seria por envenenamento.

Porém, totalmente diferente da situação de crueldade, um ato de coragem e até mesmo de amor, acabou comovendo uma jovem e a sua turma de Direito, do 9º semestre, da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul- Campus Pantanal.

A acadêmica, Bruna de Freitas Ramos, de 22 anos, se tornou a heroína de uma cadelinha, apelidada de “Polenta”, nome dado pela turma de universitários.

Toda essa comoção, foi porque a jovem acabou salvando a cadela, após perceber que ela teria sido vítima de atropelamento, na Avenida Rio Branco, nas proximidades da Universidade.

Era por volta das 19h30, da última sexta-feira, 29 de julho, quando, Bruna estava saindo de sua casa e passando pela Avenida, com seu veículo, e acabou se deparando com uma cena lamentável.

“Primeiro parei e observei que ela se locomovia com muita dificuldade, apenas com as patas dianteiras. Só não a socorri naquele momento, por conta de compromissos na faculdade. Meia hora depois voltei e percebi que ela já tinha caminhado quase duas quadras se rastejando pelo asfalto. Foi uma cena desesperadora”, contou ao Corumbá Agora, Bruna.

Após perceber que se tratava de ferimentos graves, “Polenta”, foi socorrida pela sua heroína, que não mediu esforços e também acabou pedindo ajuda para um homem, identificado como Wandilson, que a carregou até o veículo e seguiu com a jovem para uma clinica veterinária.

“No momento não pensei em nada. Só queria socorrer o animal. Ela estava gemendo de dor. Eu fiquei tão assustada que pedi também para um rapaz que trabalha como entregador, que passava pelo local, ajudar, enquanto eu ligava para o médico veterinário. Quando o homem, que a carregou até o carro percebeu que se tratava de algo mais grave, também se propôs a arcar com os gastos que teríamos. Foi então que seguimos para a clínica”, relatou.

“Polenta” foi levada ao médico veterinário. Após consulta, o médico disse que ela teria que fazer um exame de Raio-X, que custava no valor de R$ 100,00, mais a consulta, o valor total do gasto foi de R$ 280,00. Os exames revelaram que a cadela sofreu fratura nos fêmur e na bacia, deixando-a paraplégica.  

“Neste momento o Wandilson e eu, dividimos todos os gastos, porém, ela teria que ficar internada e o médico já havia dito que ela ficaria paraplégica, por conta do forte golpe que ela teria sofrido. Ficamos tristes, porém, alegres em saber que ela poderia sobreviver”, disse com voz de tristeza Bruna.

Comoção nas redes sociais

Vendo os gastos e a situação da “Polenta”, Bruna resolveu relatar a história no grupo de whatsapp, de sua turma de Direito.

Logo após ficarem sabendo, os estudantes se comoveram e resolveram também ajudar com os gastos. 

“Fiquei surpresa, cada um começou a contribuir com o que pôde. Todos eles começaram a questionar e disseram que iriam ajudar. Isso me deixou muito alegre. Pois sabemos que a cachorrinha iria ter mais gastos com os medicamentos, já que o médico havia dito que ela estava paraplégica”, informou a acadêmica.

Ao todo a turma conseguiu arrecadar R$ 330,00, que serviram para cobrir os gastos com os exames e medicamentos, bem como também a compra de ração, vasilha para água e um tapete descartável para que “Polenta” pudesse ficar deitada e fazer as suas necessidades.

Novo lar

Nesta segunda-feira, 01 de agosto, “Polenta” teve alta, e após toda a comoção dos estudantes pelas redes sociais, uma nova protetora, Gisssele Maria Fernandes, entrava em cena. Ela propôs a ficar com o animal, dando um novo lar.

“Eu vi a história deles, como ninguém gosta de ficar com animais que apresentam qualquer deficiência, resolvi adotar a “Polenta”. Com ela são seis filhos agora”, contou Gissele.

“Foi amor à primeira vista. Eu saio para trabalhar e ela fica em casa. O que realmente ela necessita além dos medicamentos que foram comprados pelos dois anjos da guarda dela, como eu, os chamo, e também a turma de Direito, é de fraldas descartável, por conta de suas necessidades”, pediu a nova dona da cadelinha.

Para os interessados em ajudar a “Polenta” com fraldas descartáveis o telefone para contato é o (67) 9- 9172-4996.

 

Fonte: Leonardo Cabral (colaboração) 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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