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Paciente psiquiátrico ameaça arrancar cabeça da mãe e família luta por internação

08 novembro 2019 - 08h30Por Top Mídia News

A família de N. N. da S., 34 anos, pede socorro e teme que uma tragédia aconteça nos próximos dias. De acordo com a irmã, Ana Lúcia Nero da Silva, 32 anos, ele sofre de esquizofrenia (transtorno psiquiátrico que pode causar delírios e alucinações) e ameaça os familiares.

Ela destaca que o irmão ficou internado por dois meses no hospital Nosso Lar, em Campo Grande, mas teve alta médica. Além disso, a irmã reclama que ele foi levado para o Caps Afrodite, ficou internado e teria sido liberado sem a família ser comunicada.

“Ele fala que vai matar a minha mãe, que vai me matar porque eu aciono o Corpo de Bombeiros quando ele tem crise. É bem difícil nosso dia a dia, ele começou a ter isso após sofrer de depressão com 20 anos de idade. Ele ficou internado no Afrodite na semana passada, quando foi no domingo, minha mãe foi até lá novamente, levou umas coisas para ele e o médico mandou ela ficar tranquila. Na segunda-feira, recebemos a ligação de uma amiga, falando que viu ele caminhando em uma rodovia. Entramos em contato com o Caps, eles disseram que deixaram ele sair porque ele estava muito agressivo. É um absurdo isso, ele tem crises, ele pode fazer mal para alguém na rua, tinham que ter comunicado nossa família para buscar ele”, afirma a irmã.

Segundo Ana Lúcia, N. ameaça matar os parentes e até os vizinhos. “Ele ameaça matar todo mundo, é triste isso, meu irmão era saudável e agora é perigoso. Ele quebra tudo que tem em casa, quebrou uma televisão da minha mãe, não tem banheiro na casa da minha mãe, ele arranca tudo, pia, vaso sanitário, chuveiro”.

Uma vizinha da família, de 57 anos, que terá o nome preservado, disse que já viu algumas crises de N., que garantiu que vai arrancar o pescoço da mãe. “Ele fala coisas absurdas, ele jura todo mundo de morte, ele é agressivo, quebra tudo. Eu sempre aciono o Corpo de Bombeiros para vir levar ele. Ele tem crises fortes, é impressionante o que eles passam com ele. A família precisa de ajuda, precisa de um lugar para internar ele fixo, ele precisa de ajuda”.

Outro lado

A prefeitura afirma que N. não recebeu alta médica do Caps e teria fugido do local. “Ele evadiu da unidade, não tendo recebido alta, visto que quando deu entrada estava em surto e o prazo mínimo para o paciente ser liberado nessa situação é de 15 dias”.

O leito continua reservado para o paciente e a prefeitura destaca que aguarda contato com a família. “A recomendação é que, se a família souber do paradeiro do paciente ou se está abrigando-o, entre em contato com a equipe da unidade para que possa continuar o tratamento no CAPS”.

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