Menu
Busca terça, 29 de setembro de 2020
(67) 99820-0742

Jovem acusada de infanticídio deixa hospital e vai para a cadeia

14 junho 2016 - 17h45

A universitária presa em flagrante por infanticídio foi transferida para a Cadeia de Dracena nesta segunda-feira (13). Ela foi detida no domingo (12) e estava no Santa Casa do município, sob escolta policial, onde procurou ajuda após o nascimento da bebê, encontrada morta dentro de uma mala.

De acordo com a delegada da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), Luciana Nunes Falcão Mendes, depois da prisão em flagrante, a polícia conseguiu localizar a mulher que estava com ela na casa em que a bebê nasceu, em Adamantina.

"Ela disse que a acusada morava no local desde abril e informou que na quinta-feira [9] ela se trancou no quarto, dizendo que estava passando mal. Até que essa colega viu o banheiro sujo de sangue, mas ela disse que tinha passado mal por outros motivos", afirmou.

Ainda segundo a delegada, tudo isso teria acontecido na sexta-feira (10), no período da manhã. No sábado (11), a acusada foi para Dracena já com o corpo da recém-nascida dentro da mala. "Era uma menina, com 37 a 38 semanas, e peso de 2,7 quilos. Segundo o laudo pericial da bebê, ela nasceu viva, mas morreu pos asfixia mecânica", explicou Luciana ao G1.

Agora, a Polícia Civil vai investigar as circunstâncias da asfixia mecânica. "Isso vai ser melhor apurado. Se foi causado pelo confinamento na mala ou se foi praticado algum outro ato que levasse a obstruir as vias aéreas", salientou a delegada.

Luciana também informou que a jovem estudou em Adamantina até o ano passado, trancou a faculdade e voltou para sua casa, em Ivinhema (MS), mas disse que retornou para Adamantina para terminar de tirar sua Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

"Ela foi ouvida pelo delegado plantonista e confirmou que os fatos ocorreram em Adamantina. Por isso, as investigações serão transferidas para lá nesta terça-feira [14]. Já foram providenciados a perícia e o exame necroscópico", disse a delegada.

Outra informação dada pela mãe é de que não teria praticado o aborto, mas, sim, entrado em trabalho de parto. "Ela falou que não fez manobra abortiva. Porém, isso também será melhor apurado no inquérito. Os exames feitos nela apontaram lesões no útero que podem acontecer durante o parto normal", frisou Luciana.

A família da acusada já foi comunicada sobre a prisão e a morte da bebê. "Como a menina nasceu viva, é necessário fazer o registro e o enterro, por conta da família", enfatizou a delegada ao G1.

A mulher presa deve passar por exame de corpo de delito nesta terça-feira (14) para ser levada para a Penitenciária Feminina de Tupi Paulista.

 

Fonte: G1

Deixe seu Comentário

Leia Também

Ipea: renda dos mais pobres foi 32% maior que o habitual em agosto
Corpo é encontrado às margens da MS-160
Combate às queimadas no Pantanal ganha reforço de 120 brigadistas e bombeiros
Familiares de gêmeos mortos com 13 tiros são ouvidos e polícia procura por assassinos
Em Coronel Sapucaia, obras de recapeamento vão custar R$ 2,2 milhões
Com ressalvas, deputados aprovam mudanças no plano de aplicação dos recursos do Fundersul
Fogo se alastra em reserva no Pantanal, moradora corre e consegue salvar galinhas
Desértico: Com onda de calor histórica, cidades registram umidade abaixo de 10% em MS
Filha de oito anos viu pai agredir e jogar a mãe em poço
Corpo de homem desaparecido é encontrado em estado de decomposição