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Greve dos bancários chega ao 15° dia e população se vê prejudicada com a paralisação

20 setembro 2016 - 15h25

Nesta terça-feira, 20 de setembro, completam 15 dias de greve dos bancários em todo o Brasil. Na cidade de Corumbá não é diferente, a paralisação atingiu 100% das agências do município pantaneiro, e quem acaba sofrendo as consequências é a população, que em sua maioria não consegue realizar algumas transações bancárias.

Para o servidor público Edilson Soares, que se mudou há um mês para a cidade de Corumbá, assumindo a vaga de gestor administrativo, na Prefeitura de Ladário, depois de aprovado no concurso público, as dificuldades estão na movimentação de sua conta corrente, já que devido à mudança de cidade, não conseguiu concluir a transferência de sua conta.

“Resolvi transferir a minha conta para a agência local, mas não consegui, porém, a minha conta ficou bloqueada devido à greve, e não consigo fazer nenhuma transação. Inclusive o meu pagamento do mês de agosto está retido. Estou sobrevivendo graças à outra conta que tenho em outra agência”, declarou Edilson.

Não diferente, Deborah Rocha Vieira, disse a reportagem do Corumbá Agora, que antes do banco entrar em greve, as letras e a senha de sua conta mudaram, mas por um descuido, acabou perdendo o documento e agora não consegue fazer nenhum movimento bancário.

“Por conta disso, estou zerada. Sem dinheiro para nada. Já fui procurar informações, mas o problema só pode ser resolvido na própria agência. Enquanto isso, meu aluguel está atrasado e os juros estão correndo. Nem ao menos a compra para o mês consegui fazer. O que fazer? É esperar”, disse Deborah.

As negociações com a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) caminham a passos lentos. Em nota, a instituição confirmou não ter apresentado nova proposta aos bancários. Segundo a federação, a rodada de negociação discutiu possibilidades a serem avaliadas para um acordo. Na última sexta-feira (09), a Fenaban ofereceu aos bancários reajuste de 7% nos salários e benefícios e abono de R$ 3,3 mil, a ser pago 10 dias após a assinatura do acordo.

Os bancários, no entanto, pedem reajuste de 14,78% (5% de aumento real, mais a correção da inflação), 14º salário e participação nos lucros e resultados de R$ 8.297,61, entre outras demandas. A greve dos bancários começou no último dia 06 de setembro.

“Ainda não há previsão de negociações por parte da Fenabran, que até o momento após a última rodada, não nos procurou. Enquanto não tivermos essa resposta, a greve deve continuar”, declarou o presidente do Sindicato dos Bancários de Corumbá, Agostinho Colombo.

 

Fonte: Leonardo Cabral 

 

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