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Brasileiros com viagem marcada para Santa Cruz de La Sierra devem ter cautela; protesto de transportistas “isola” cidade

18 julho 2016 - 15h55

Quem está com viagem marcada para a cidade de Santa Cruz de La Sierra, Bolívia, destino de muitos estrangeiros e brasileiros, que vivem na região de fronteira, deverá tomar algumas cautelas. Tudo isso, porque desde às 00h00 desta segunda-feira, 18 de julho, as estradas que dão acesso a cidade “cruceña”, como também é conhecida, estão bloqueadas pelo setor dos Transporte Pesado.

Os afiliados da Câmara Boliviana de Transporte e da Confederação de Transporte Pesado, haviam alertado sobre o bloqueio desde a semana passada. A medida ocorre por conta de que a categoria pede a liberdade de oito dirigentes, que fazem parte da categoria, que se encontram presos na cidade de Sucre.

Porém, de acordo com o vice-presidente Álvaro García, um diálogo com o setor já está em andamento para liberar as estradas do país vizinho, onde em contato com a categoria do transporte pesado, informou que a polícia do país tem a instrução de desbloquear as estadas, para novamente retornar a normalidade de entrada e saída, tanto de veículos, como pedestres.

“Entramos em contato com os dirigentes, para que eles possam levantar o protesto, que com toda certeza prejudica toda a Bolívia. A parte judicial tem quem ser feita com advogados, medidas tomadas pela justiça, não são resolvidas com bloqueios”, disse em entrevista ao El Deber o vice-presidente Álvaro García.

Ainda conforme ele, o Ministro de Economia Luis Arce, encontra-se em seu gabinete a espera do setor de transporte pesado para começar as negociações. Mas que o tema tributário já foi revisto e que o pedido para liberar os oito detidos em Sucre, deve ser revisto pela justiça e não pelo governo boliviano.

Já Juan Yujra, presidente da coordenadora de Transporte Pesado, explico que esta mobilização não é apenas pela liberação dos oito detidos, mas também é por conta de problemas no âmbito tributário, como por exemplo o pedido de reposição de 30% pelo descargo de faturas de combustíveis e pela prescrição do pagamento de dividas seja por apenas quatro anos.

“Em Aduana, cada vez mais os nossos caminhões são apreendidos e temos que pagar entre 20 a 50 mil bolivianos para que eles sejam liberados, isso é um absurdo”, explicou Juan. “Isso é um atentado contra a liberdade de trabalho”, completou.  

Santa Cruz isolada

O protesto atinge as principais rotas nacionais da Bolívia, em oito departamentos do país, onde menos a cidade de Beni, não sofre com a manifestação.

Segundo Juan Yujra, presidente da coordenadora de Transporte Pesado, as vias bloqueadas em Santa Cruz são as que ligam a cidade com Yapacaní, Montero, Warnes, km 17 de via dupla a La Guardia e na localidade de Pedro Lorenzo, bem como Pailón, que fica na rota dos ônibus que saem da cidade de Puerto Quijarro, onde muitos brasileiros embarcam rumo a capital cruceña.

Além disso, as vias em Cochabamba, La Paz, Oruro, Tarija, Potosí e Chuquisaca também estão bloqueadas nas zonas estratégicas, onde ninguém entra e ninguém sai. (com informações El Deber)

 

Fonte: Leonardo Cabral (colaboração) 

 

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