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No dia de Cosme e Damião, casas da região pantaneira mantém tradição de repartir doces para crianças

27 setembro 2016 - 16h26

Desde cedo, crianças acompanhadas de pais ou responsáveis, estão andando pelas ruas de Corumbá e Ladário. A cena mais comum nesta terça-feira, 27 de setembro, são de crianças, adolescentes e até mesmo adultos, com suas mochilas nas costas ou de improviso, sacolas de supermercados nas mãos.

Tudo isso acontece por conta do Dia de São Cosme e Damião, onde a tradição nas casas das cidades pantaneiras é soltar fogos, correr atrás de doces e organizar filas gigantescas. Uma alegria garantida e que é mantida há anos, por alguns moradores.

A devota Panmela Bueno, contou a reportagem do Corumbá Agora, que há 10 anos, a sua família mantém o ritual de repartir doces para as crianças.

“Tudo começou com minha avó. Eu quando pequena, ajudava junto com aminha mãe a organizar os saquinhos até a hora de repartir. Ao longo desses anos, minha mãe e eu, resolvemos fazer o mesmo, alegrar as crianças da nossa região. É uma festa só, os fogos anunciam os doces, e de repente a casa fica lotada de crianças e até mesmo adultos”, falou Panmela.

Conforme ela, só na sua casa, localizada na rua 15 de Novembro, bairro Popular Velha, os saquinhos com doces serão repartidos às 15h, “preparamos em torno de 300 sacolinhas. Logo depois vamos para a minha avó, onde mais serão entregues. Fazemos isso para manter a tradição e ver os sorrisos enormes das crianças”, disse.

Enfrentando as filas desde às 06h30 de hoje, a dona de casa Anicéia Ovelar, saiu com os filhos em buscas dos tradicionais sacolinhas de São Cosme de Damião, com doce de banana, doce de abóbora, paçoca, maria-mole, suspiro e balinhas estão prontas para serem entregues por devotos dos santos ou cumpridores de promessa. 

“Eu quando criança corria com meus primos e primas. Era uma diversão só. Com meus filhos não é diferente. tenho a oportunidade de mostrar a eles o gosto da infância e dessa nossa tradição que é mantida em Corumbá. por isso faço questão de estar com eles”, contou Anicéia.

Moradora do bairro Nova Corumbá, Anicéia não ficou apenas pelas redondezas de onde mora, “já fomos até Ladário, a mochila deles está quase cheia. Agora é parar para hidratar, almoçar e voltar para pegar mais doces”, finalizou com risos.

Cosme e Damião

Tudo teve início no século 3, quando Cosme e Damião, irmãos gêmeos filhos de uma família nobre, começaram a usar a medicina para curar as pessoas mais pobres da Arábia. Por serem muito católicos, os dois confiaram no poder da oração e de Deus para ajudar os mais necessitados e não cobravam nada pelo serviço.

Vítimas de um imperador romano chamado Deocleciano, os santos morreram degolados por volta do ano 300 d.C. Pelo fato de terem sido sempre muito dedicados à meninada, Cosme e Damião se tornaram protetores dos gêmeos, das crianças e padroeiros dos médicos.

Os africanos que vieram para o Brasil também tinham dois gêmeos crianças, os Ibejes, entre os santos de sua religião. Hoje, eles são os mesmos santos e foi criado o costume de distribuir doces para homenageá-los e para cumprir promessas.

 

Fonte: Leonardo Cabral 

 

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