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Maior projeto urbanístico de Corumbá é aprovado no Senado; investimento será de US$ 40 milhões

25 agosto 2016 - 14h17

Foi aprovado nesta quarta-feira, 24 de agosto, pelo Senado, por unanimidade, o Programa de Desenvolvimento Integrado (PDI) de Corumbá. Antes, na terça, o PDI já havia passado pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado e seguiu, em regime de urgência, para votação em plenário. Esse é o maior projeto urbanístico de desenvolvimento e mobilidade urbana da história da cidade.

O PDI-Corumbá trará benefícios diretos e indiretos para todos os habitantes do município, atingindo diretamente aproximadamente 60 mil habitantes. “Com o PDI, vamos concluir o Parque Linear Ferroviário dos Ipês, que vai ligar a região Leste a Oeste, e construir o Parque Linear das Jaguatiricas, que vai da entrada da cidade até a Zona Sul”, explicou a arquiteta e urbanista Maria Clara Scardini, que coordenou o programa.

A primeira fase do Parque dos Ipês foi inaugurado pelo prefeito Paulo Duarte em 2015, no bairro Centro América. “Nosso objetivo é levar infraestrutura e equipamentos ao longo do trilho, percorrendo os bairros Maria Leite, Universitário, Popular Velha, Nossa Senhora de Fátima até o Aeroporto. Nessa área teremos academias de saúde, arenas para apresentação cultural, pistas de skate, campo de futebol, espaços para jogos de mesa, bicicletários, ciclo faixa, bancos, lixeiras, placas de sinalização, mapa de localização, pergolados e estacionamentos”, explicou Maria Clara.

No paisagismo árvores típicas da região pantaneira e espécies que se adaptam bem ao clima local vão garantir conforto e sombra para os usuários. Exemplares de Sibipiruna, Ipê Branco, Ipê Roxo, Clúsia, Tegetes Anão, Lantana Cambará, Jacarandá, Ipê Rosa, Pata de Vaca, Saboneteira, Salvia Vermelha, Ipê Amarelo, Jacarandá, Bela-Emília e Angico Branco serão plantadas ao longo de todo o Parque.

Já o Parque Linear das Jaguatiricas ligará a entrada da cidade, desde o Previsul, até o bairro Guató. São sedte quilômetros e meio ligando o Centro a região sul, englobando áreas urbanas bastante consolidadas, de uso predominantemente residencial. “A implantação busca atender as demandas da cidade como um todo, mas o parque efetivamente se relaciona com os bairros Previsul, Industrial, Maria Leite, Centro América, Cristo Redentor, Cravo I, II e III, Pantanal e Guatós”, afirmou Maria Clara Scardini.

A cidade contará com um Parque Linear com ciclovia, passeio público e pista de caminhada que percorrem toda a extensão da área, proporcionando melhorias nas condições de acessibilidade e mobilidade dos moradores, com aproveitamento máximo das belezas naturais já existentes, buscando como resultado um ambiente agradável, convidativo e adequado para as atividades de lazer e locomoção.

Foram projetados para esses espaços mobiliários como mesas, bancos e espreguiçadeiras, equipamentos de ginástica, playground articulados com quiosques, outros equipamentos que configuram espaços de descanso, convivência e apoio aos usuários.

São áreas ecléticas e polivalentes, com novas avenidas, ciclovias e pistas de caminhada. Um dos portais de entrada será na rua Esmeralda, bairro Previsul. O outro ficará no Guató, onde também serão construídas quadras poliesportivas, quadras de areia, estação de ginástica, playgrounds, espaços pavimentados multiuso para shows, feiras, além de espaços de estar e contemplação sombreado.

Além da população de Corumbá, estima-se ainda que 20 mil turistas que visitam a cidade mensalmente serão beneficiados indiretamente pelas duas obras. “O PDI também contempla grandes obras de drenagem e pavimentação em todo o entorno dos dois parques”, informou a responsável pelo programa de Corumbá, que agradeceu a importante atuação do senador Waldemir Moka na tramitação do projeto no Senado. “O Moka foi um grande parceiro de Corumbá”, concluiu Maria Clara.

Trabalho de 3 anos e meio

Elaborado em 2013 pela Fundação de Desenvolvimento Urbano e Patrimônio Histórico (FUPHAN), o Programa de Desenvolvimento Integrado de Corumbá determina investimentos de US$ 40 milhões na cidade, valor financiado pelo Fundo Financeiro para o Desenvolvimento dos Países da Bacia do Prata (FONPLATA).

“No começo de 2014 iniciamos o processo ao protocolar a carta consulta na Secretaria de Assuntos Internacionais (SEAIN). Após isso houve a análise e sinalização positiva para que Corumbá pudesse fazer a operação de crédito junto ao Fundo Internacional”, detalhou a arquiteta e urbanista Maria Clara Scardini, coordenadora do PDI.

“Em julho do mesmo ano uma equipe do FONPLATA veio à cidade para uma missão de identificação. Em agosto eles retornaram, desta vez para uma missão de orientação. Neste mesmo ano a equipe de planejamento urbano da Prefeitura foi até Brasília defender o projeto. Ou seja, foram várias etapas de muito trabalho para chegarmos até aqui”, detalhou Maria Clara.

“Foram várias as etapas técnicas exigidas não só pelo FONPLATA como também pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN), do Ministério da Fazenda, e atendidas, uma a uma, pela Prefeitura. Essa foi a fase mais demorada e difícil de todo esse processo, pois foram muitos documentos, estudos de viabilidade técnica e econômica, ambiental, projetos executivos e muitos outros”, finalizou a arquiteta e urbanista.

 

Fonte: PMC

 

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