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Com feijão mais caro nas prateleiras dos supermercados corumbaenses buscam variações no cardápio

05 julho 2016 - 13h08

Um item indispensável no prato de qualquer família brasileira, o feijão, vem perdendo seu espaço na mesa. Tudo isso acontece devido à alta nos preços apresentados ao consumidor nesses últimos 30 dias. Porém, quem não consegue viver sem o famoso “pretinho”, a solução é buscar variações no cardápio, uma medida difícil, mas necessária.

Dados do Instituto Brasileiro do Feijão (Ibrafe) mostram que é a primeira vez que a saca (60kg) do produto chega a custar R$ 550 em alguns estados, ganhando a do café, que também tem um preço elevado. Isso significa que com os preços lá em cima, o consumidor também acaba pagando mais caro no produto.

Nos supermercados de Corumbá, o preço do feijão tem uma leve variação dependendo do tipo do produto. O feijão carioca, mais procurado pelo consumidor, antes era encontrado pelo valor de R$ 4,00, agora, nas prateleiras, o valor chega a quase R$ 13,00. Já os menos consumidos ainda podem ser encontrados no valor de R$ 4 a 6 o kg.  

Esse valor vem fazendo com que Norma Lucy de Mello, incremente variações em suas refeições, substituindo o feijão por outro ingrediente no prato.

“Ainda por sorte tenho um pouco de feijão guardado no estoque, porém, só para mais uns cinco dias. Mas pensando lá na frente, estou economizando, ou seja, como não consigo ficar sem ele no prato, improviso com lentilha ou até mesmo comida com caldos”, falou Norma.

Ainda conforme ela, essa medida é para que seu estoque não acabe, “faço essas variações para me resguardar, mas se acabar vou passar apenas na vontade, já que com o preço em alta, a alternativa será usar a imaginação na hora das refeições. Novos pratos terão que surgir, mesmo contra a vontade”, revelou a servidora pública.

De acordo com o economista Raul Castelão, a explicação da alta do preço está relacionado ao clima, já que alguns produtores encontraram dificuldades na hora da safra, enfrentando chuvas e um longo período de estiagem, além também o frio que a região sul e sudeste, do país, vem enfrentando, onde tem os maiores plantios do grão.

“Isso está relacionado com as condições de produção. O que sobra a gente começa a vender pro resto do mundo, e, para cá, dentro do país, fica mais caro, refletindo direto no bolso do consumidor que acaba pagando mais alto nos preços”, falou Raul que ainda alerta sobre o arroz, “o arroz também segue a mesma batida, o preço deverá subir gradativamente nas prateleiras”, comentou.

 

Fonte: Leonardo Cabral (colaboração) 

 

 

 

 

 

 

 

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