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Se o poder público não investir em cultura, pouca gente o fará, diz prefeito

16 fevereiro 2017 - 13h01

Durante o lançamento da programação oficial do Carnaval de Corumbá 2017, na manhã desta quarta-feira, 15 de fevereiro, o prefeito Ruiter Cunha de Oliveira enfatizou a importância de o poder público investir em cultura e promover a festa popular como um ativo essencial para a economia local. Destacando o difícil cenário financeiro enfrentado atualmente pelo Mato Grosso do Sul e pelo Município, ele garantiu que será possível realizar o maior carnaval do Centro-Oeste brasileiro com investimento menor do que em 2015 e 2016.

 

Falando da necessidade de a gestão pública buscar alternativas para reaquecer a economia local, o prefeito demonstrou sua preocupação com a queda na arrecadação proveniente da importação do gás natural da Bolívia, reduzida expressivamente pela Petrobrás. “Essa redução pode chegar a R$ 700 milhões por ano, sendo que 25% desse montante pertencem aos municípios. O impacto disso na receita de Corumbá é ainda maior, pois é por meio da importação do gás que é aferido o índice de participação do município na cota-parte do ICMS”, explicou.

 

Dessa forma, na avaliação do chefe do executivo corumbaense, uma das alternativas econômicas para a cidade é o segmento do turismo de eventos, além do turismo de pesca, que já é consolidado. “O carnaval é uma forma de cultura, arte e entretenimento, mas também uma opção de turismo cultural, que pode aquecer a economia local. É fundamental apostarmos no turismo como alternativa para enfrentarmos as dificuldades vindas da importação do gás e também das commodities minerais, que não estão bem”, acrescentou.

 

Decreto

 

Na ocasião, Ruiter destacou ainda a importante parceria com o Governo do Estado, principal apoiador do Município na realização do carnaval, principalmente em virtude das dificuldades encontradas por ele no início do ano para repassar recursos às agremiações carnavalescas. Ele explicou que a gestão anterior não editou, como deveria ter feito ainda em 2016, um decreto exigido pela legislação nacional para viabilizar os repasses. Isso obrigou a atual gestão, conforme ele, a buscar outros caminhos, atrasando o processo e prejudicando as escolas.

 

“Mesmo assim, tenho a certeza de que faremos um grande carnaval, graças à soma de esforços entre o poder público municipal e estadual, a comunidade carnavalesca e a população em geral. Ainda não temos o valor fechado que está sendo investido na festa, mas posso assegurar que será menor do que nos anos anteriores”, reforçou o prefeito, lembrando que a orientação foi para que os lances iniciais dos fornecedores nos pregões fossem menores do que nas edições passadas.   (Assessoria de Comunicação PMC)

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