Menu
Busca sexta, 07 de agosto de 2020
(67) 99820-0742
Set

Sem lockdown, pacientes vão morrer sem UTIs em Campo Grande, alerta especialista

01 agosto 2020 - 08h30Por Topmidia

Com 9.644 casos confirmados do novo coronavírus, Campo Grande lidera o ranking da covid-19 em Mato Grosso do Sul e preocupa especialistas. Para o médico infectologista e pesquisador da Fiocruz, Julio Henrique Croda, pessoas vão morrer sem atendimento hospitalar adequado se o município não adotar medidas restritivas urgentes.

“O poder público não tem capacidade de acompanhar essa curva na oferta de leitos. [...] Eu defendo, do ponto de vista técnico, que Campo Grande deva adotar um lockdown porque é necessário reduzir essa velocidade, se não, na minha opinião técnica, já na semana que vem, nós veremos pacientes morrendo por falta de leitos de terapia intensiva. Nós temos que evitar isso”, alegou durante live nas redes sociais, nesta quinta-feira (30).

O infectologista destaca que o minilockdown, adotado pelo prefeito Marquinhos Trad (PSD) nos últimos dois finais de semana, foi ineficaz e medidas implantadas hoje só terão resultado  em duas semanas. “Eu me preocupo bastante com o que pode ocorrer, principalmente na Capital”, enfatiza.

Croda teme que a cidade repita os exemplos de Manaus e Belém e aponta que é possível enfrentar essa crise de saúde sem colapsar. Ele cita Salvador e São Paulo como capitais que conseguiram ultrapassar o pico da doença sem deixar as pessoas morrendo em postos de saúde ou em casa.

“A chance de morrer de um paciente grave de covid que precisa de UTI é entorno de 30% a 50%. Um paciente que fica na Unidade de Pronto Atendimento, a chance dele morrer é de 90%”, explica o médico.

A baixa taxa de isolamento volta a ser citada como o principal problema da Cidade Morena, que indicadores de transmissão elevados. “A média móvel de sete dias, que é o indicador de crescimento, é de 20% e a nossa taxa de contágio é a segunda maior entre as capitais de estado. Só estamos perdendo para Porto Alegre”.

Por fim, Croda cobra o monitoramento dos pacientes infectados e os seus contatos, que tem que ser feito pelas secretarias municipais. “A nossa capacidade de abrir novos leitos está chegando no limite”.

 

 

Deixe seu Comentário

Leia Também

Musa da Bala que vendia drogas pela internet com entrega em casa é presa
Moradores encontram corpo de rapaz executado com vários tiros em Paranhos
Duas pessoas morrem em acidente de trânsito na Lúdio Martins Coelho
Pandemia fez com que pai acompanhasse nascimento do filho por videochamada
Funcionários protestam contra demissões e terceirização na Energisa em Mato Grosso do Sul
Mato Grosso do Sul tem recorde de mortes por coronavírus e 514 internados
Filha de cantora Vanusa pede ajuda de R$ 150 mil para comprar casa para viver com a mãe
Funcionário não aceita demissão e ameaça fazendeiro
RJ: Polícia Civil investiga vereador suspeito de desvio em combustível
BB tem lucro líquido de R$ 3,2 bi no segundo trimestre, queda de 23,7%