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Quem procura MPF na fronteira, ganha bilhete com só 4 linhas sobre mudança

24 janeiro 2020 - 17h45Por Campo Grande News

Quem ainda bate ao portão do MPF (Ministério Público Federal) de Ponta Porã, que fechou as portas em dezembro de 2019 para não mais abrir, ganha um informativo de quatro linhas e que cita o número do telefone da unidade em Dourados, o novo endereço dos procuradores, a 120 km de distância.

 

A saída, autorizada em novembro por Conselho Superior do órgão, foi intempestiva. Na ocasião, foi alegada a insegurança de atuar a 350 metros da fronteira com o Paraguai, área de atuação de facção criminosa. Na última terça-feira (dia 21), em nota oficial, a versão mudou. Saiu de cena o medo da violência e entrou a reclamação sobre falta de infraestrutura do imóvel.

Na Rua Antônio João, 1371, Centro, mas com perfil mais residencial, o imóvel do MPF já não tem mais placa nem horário de atendimento. O chamado da campainha é atendido por segurança. Aos que pedem informações sobre o órgão, que até 20 de dezembro era sediado ali e não reabriu em 7 de janeiro, fim do recesso, é entregue o curto texto.

Em quatro linhas, o cidadão é informado que a sede passou a funcionar temporariamente em Dourados e que, agora, fica localizada na Rua José Correia de Almeida, 220, Jardim Climax. O telefone é o (67) 3411-1700.

O imóvel onde funcionava o MPF tem muro alto, cerca elétrica, câmeras e segurança privada. Ao lado, as casas também são grandes e com cerca elétrica. Uma vizinha conta que o local é tranquilo e que a ex-sede do MPF antes era uma casa de família. Segundo ela, talvez por isso a estrutura não fosse adequada à procuradoria.

Conselheiro federal da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), o advogado Luiz Renê Gonçalves do Amaral, que atua em Ponta Porã, diz que os rumores da partida surgiram em agosto. A OAB fez contato com a direção do MPF, em Campo Grande.

“Nos colocaram a par que havia necessidade de contingenciamento de recursos e fechariam uma unidade. A ideia inicial era o fechamento da unidade em Naviraí. Mas logo houve o pedido dos procuradores de Ponta Porã, alegando questão de segurança e deram prioridade a esse pedido”, conta o advogado.Com a autorização para desativar a unidade em Ponta Porã e transferi-la para Dourados, a Ajufe (Associação dos Juízes Federais) tentou manter a unidade na fronteira por meio de pedido ao CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público). Mas em dezembro, o conselho manteve a decisão, considerando o risco “inerente à atividade do agente ministerial, supera os limites do que é minimamente tolerável”.

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