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Delegado preso após sumiço de cocaína ganha prisão domiciliar e tornozeleira

22 maio 2020 - 09h15Por MidiaMax

A Justiça concedeu ao delegado Eder de Oliveira prisão domiciliar com uso de tornozeleira eletrônica. A decisão foi publicada no Diário da Justiça desta sexta-feira (22). Eder estava preso desde junho de 2019, após o sumiço de 100 quilos de cocaína da delegacia de Aquidauana, a 135 quilômetros de Campo Grande.

Foi concedida a prisão domiciliar a Eder com uso de tornozeleira eletrônica, sendo que ele não deverá se ausentar da cidade e só poderá sair de sua residência para cumprir intimações judiciais. A liberdade foi concedida após o pagamento de fiança.

O delegado foi denunciado pelo MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), em agosto de 2019 por integrar uma organização criminosa voltada para om tráfico de drogas em Aquidauana. Junto com a advogada Mary Stella Martins de Oliveira, ele beneficiava a traficante Sandra Ramona da Silva, fornecendo informações privilegiadas.

Conforme investigações do Gaeco (Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado), Stella era tida como “amiga” por Ramona, pois lhe abastecia com dados sobre localização de fiscalizações feitas pela polícia, que haviam sido repassadas inicialmente pelo delegado. Eder, em contrapartida, recebia propinas de Sandra. Os fatos foram descobertos por meio de interceptações telefônicas.

Consta na denúncia, inclusive, que Stella tinha acesso livre ao gabinete do delegado na 1ª Delegacia de Polícia Civil de Aquidauana, onde era informada sobre investigações, em especial àquelas que envolviam a comparsa Ramona. Os próprios policiais civis desconfiavam haver vazamento, pois toda as vezes que tentavam abordar Ramona, nunca conseguiam flagrar nada de ilícito com ela.

Sumiço de cocaína na delegacia

O delegado Eder de Oliveira foi preso no dia 24 de junho, depois do sumiço de uma carga de cocaína, avaliada em R$ 2 milhões, que desapareceu do prédio da delegacia de Aquidauana. Informações obtidas pelo Jornal Midiamax são de que as investigações apontariam que Eder teria tido ajuda de membros da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) para a retirada da droga de dentro da delegacia, no dia 10 de junho. A carga estaria no prédio desde o dia 31 de maio.

 

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