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Com preço na altura, jeito é “matar o boi” ou Natal será com porco e frango

03 dezembro 2019 - 14h30Por Campo Grande News

Natal pede lombo suíno ou leitoa à pururuca. Essa frase, tradição em muitas famílias, pode ser agora a saída para salvar o Natal em 2019 para os carnívoros, traço típico dos sul-mato-grossenses. Com a carne bovina lá em cima, que chega, em alguns locais, a atingir 30% a mais no preço final, o jeito é comprar filé mignon suíno.

 

O Mercado Municipal de Campo Grande – o Mercadão – é ponto de encontro de campo-grandenses e turistas, misto de cores e cheiros e destino de quem quer encontrar carne boa, ainda que a um preço mais salgado. Nesta terça-feira (3), no entanto, o preço está nas alturas.

Nos corredores, a conversa do consumidor é informada. Sabem que os preços subiram porque a equipe econômica do governo priorizou a exportação (entre outros motivos) e que o brasileiro é que paga o pato.

O aposentado Marcelo Aparecido, 51, estava na boca do caixa e o preço alto da carne bovina não fez com que mudasse a escolha pelo coxão mole e a bisteca, mas fez com que comesse menos carne ao longo da semana, conforme explicou.

“Fomos pegos de surpresa. Assustou, mas acho que é em função das exportações, faltou a previsão, faltou planejamento. É claro que o empresário vai querer lucrar, vai estar preocupado com o lucro, para ele em dólar é melhor”, avaliou.

A proprietária de um açougue que preferiu não ser identificada pedia ajuda para um dos funcionários para avaliar o impacto nas vendas. Afirma que por ali o movimento caiu em 60%. Nem o porco, que subiu um pouco menos do que a carne bovina, tem vendido muito. Especialistas acreditam que demore, em média, 4 meses para que os preços caiam novamente.

“Não é como antes, é um Natal fraco, antes tínhamos tanta encomenda, as pessoas sabiam o que queriam comprar. Até agora, nenhuma encomenda de leitão”, disse. Basta olhar a tabela para entender: R$ 37 o quilo do leitão.

"Matar o próprio boi" – A crise ensina o campo-grandense a comer outras carnes além da bovina. É o que alega o fiscal de obras Cláudio Roberto Gomes, 43, que não vai sempre ao mercadão, só em ocasiões especiais, porque prefere o preço mais ameno dos mercados de bairro.

 
 

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